Dia Três- Indaial a Rodeio

Segunda – 02/11/2009

TM:     02:36:13

DST:    32,99

Av       12,4

Mx       30,8

Saída 09:30

Chegada 14:00

O toque de alvorada foi às 07:00, arrumamos algumas coisas e descemos para o café. Logo subimos, pegamos os alforjes, carregamos as bikes e pé na estrada. O dia prometia ser bem fácil, menos de 30 km sem subidas então fomos bem tranquilos, fazendo uma parada às 11:00 com 9 km rodados para experimentar uma linguiça artesanal da região.

Se liga na linguiça!

Passamos por uma ponte Pênsil e por uma ponte com telhado (para preservar o madeiramento da chuva), tudo na maior calma.


Por volta do meio dia o maior adversário da nossa viagem, o sol começou a cobrar seu preço pela nossa falta depressa. O caminho começou a ficar mais monótono e o sol começou a cozinhar os miolos.

Em todas as sombras quem encontrávamos (poucas) dávamos uma parada e foi em uma delas que fizemos amizade com uma vaquinha que nos deixou dar uns afagos nela e ganhou um chocolate.

GO VEGAN! Nos disse a vaquinha....

Nem a pau! respondemos a ela.

O final do pedal foi bastante cansativo, todo o comércio de Rodeio estava fechado por causa do feriado e as pessoas inteligentemente não circulavam na rua por conta do sol escaldante. Estávamos nos sentindo em uma verdadeira cidade fantasma, só faltava a coruja do pica-pau. Além disso o único hotel de Rodeio fica 5 km do centro. Esses 5 km foram os mais cansativos do dia, em parte pelo sol escaldante em parte porque não havíamos planejado pedalar mais esse tanto.

A senhora viu uns cicloturistas por aqui?

Finalmente chegamos ao Hotel Vila Paradiso que fica ao lado de uma enorme cachoeira, tomamos banho e descansamos um pouco.

Após o banho descemos no saguão e descobrimos três coisas:

O hotel não vendia cerveja nem servia jantar

O único restaurante da cidade não funcionaria por causa do Feriado

O telefone público do hotel não estava conseguindo ligar para o próximo lugar aonde  ficaríamos

Enfim estávamos num mato sem cachorro, fomos até a cachoeira pra ver se ela nos dava alguma ideia de como resolver os problemas, mas estávamos bastante desanimados.

Como assim não tem cerveja?

Quando voltamos ao hotel o gerente nos avisou que ia fazer uma janta pra nós ao preço de 10 pilas * . Problema da janta resolvido! Logo após lembramos que apesar do código DDD ser o mesmo pra toda a região, tínhamos que usá-lo para falar com outras cidades. Falamos na fazenda e resolvemos o problema da acomodação pro dia seguinte!

Tudo resolvido foi só esperar a janta (arroz, feijão, strogonoff de carne, salada e macarrão), jogar uma partida de sinuca e ir dormir cedo pois amanhã é o grande dia da subida de 8 km.

* – Pila é a moeda oficial de Santa Catarina, sua cotação é de R$1,00

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